Existe uma forma de evitar o vírus ODIN?
O vírus ODIN emerge como uma nova variante do renascido ransomware Locky. O malware foi nomeado a partir da sua característica excepcional – anexa a extensão .odin aos ficheiros corrompidos. Enquanto o vírus continua a desenvolver-se continuamente e a manter a comunidade virtual sob a sua sombra de terror, deverá ser extremamente vigilante em não ir de encontro a nenhum deles. Embora não seja difícil remover o ODIN, a desencriptação dos ficheiros é um assunto complicado, tendo em conta a invencibilidade do Locky. Mesmo que o nosso conselho esteja um pouco atrasado e o infortúnio tenha já caído sobre o seu computador, tenha calma. Primeiro que tudo, é necessário efectuar própria e completamente a remoção do ODIN de forma a proceder à recuperação de ficheiros.
Parece que o sucesso do Locky excedeu as expectativas dos seus programadores, e decidiram reter o título da mais perigosa ameaça ransomware por mais algum tempo. Desde a emersão da sua versão original em Fevereiro, o mundo já viu várias versões, por exemplo, o Zepto. Os hackers não conseguiram resistir à tendência actual de dar ao ransomware nomes de personagens de filmes ou ficção. Tal como o portador original do nome – Odin – a mais antiga e principal divindade na mitologia Nórdica, o vírus também tenta invocar uma impressão impressionante. Emprega os algoritmos de encriptação RSA-2048 e AES-CBC 256 para codificar ficheiros pessoais. Uma vez que estas estratégias são baseadas numa equação matemática, é uma tarefa difícil encontrar uma chave alternativa privada para a única chave pública.

De forma a infligir mais dano, o malware ODIN desenvolve um vasto alcance de extensões para o vírus encriptar. Pode levar algum tempo ao vírus para localizar os seus ficheiros possivelmente valiosos e anexar a extensão de ficheiros .odin aos mesmos. Porém, quando finalmente termina o processo, o ransowmare apresenta três ficheiros: _[2_digit_number]_HOWDO_text.html, _HOWDO_text.bmp, e _HOWDO_text.html nos quais é revelada às vítimas a sua situação. Pode ver um exemplo da nota de resgate abaixo:

Como os seus antecessores, o ransomware ODIN também emprega o browser assegurador de anonimato Tor. Dentro deles, é suposto as vítimas remeterem o pagamento e supostamente receber uma chave privada para desbloquear os ficheiros. Afaste quaisquer considerações de gastar dinheiro e concentre-se na eliminação do malware. Deixe o FortectIntego acelerar o processo.
Actualização de Outubro de 2016: ODIN identificado nos computadores do Departamento de Bombeiros de Honolulu
O fim de Setembro marcou o maior ataque cibernético que o ransowmare ODIN fez até agora. Cerca de 20 computadores localizados no departamento de Bombeiros de Honolulu foram pirateados depois de um dos empregados abrir um e-mail pessoal contendo a infeção. Pouco depois das notícias chegarem às autoridades, os trabalhadores do Departamento de Bombeiros foram ordenados a desligar os seus computadores para conter a propagação do vírus. Felizmente, o sistema de resposta de emergência não foi afectado e pôde continuar a operar enqquanto o sector IT trabalhou na eliminação do ODIN da rede de computadores administrativos. Não obstante, o ataque não passou tão facilmente: a troca de e-mails do Departamento de Bombeiros, tarefa administrativas internas e comunicação foram paralisadas por um dia inteiro até que os ficheiros ODIN fossem descontaminados. O vírus foi removido com sucesso e toda a informação foi restaurada a partir de cópias de segurança, por isso as autoridades não tiveram de esvaziar as suas carteiras para obter os ficheiros da sua instituição de volta. Poderá apenas imaginar que consequências desastrosas caíriam nas empresas que não tivessem efectuado cópias de segurança da sua informação.
Parece que o vírus está a tornar-se mais avançado ao continuar a propagar-se pelo mundo. Embora a Europa seja ainda o seu alvo principal, os EUA e continente Africano estão a ficar cada vez mais infectados. Enquanto o programa melhora, o método que utiliza para infectar computadores também muda. Há algum tempo, o vírus usava ficheiros WSF ou JS para descarregar o vírus executável para o computador. Agora, ao invés do executável, o ficheiro DLL é utilizado para posicionar o guião maligno do ODIN. Parece uma pequena alteração, mas é todo um novo desafio para os programadores do anti-vírus. O vírus irá continuar a espalhar-se e melhorar, pelo que instituições, companhias e utilizadores privadas terão de simplesmente começar a pensar nas medidas de prevenção.
As tendências de invasão do ransomware
Muito provavelmente o vírus extensão de ficheiro .odin poderá ter modificado para tomar o controlo do seu dispositivo através de uma mensagem de spam infectada. É uma estratégia comum para a maioria das ameaças ransowmare terem esta tendência que, infelizmente, prova ser bem sucedida. Após receber uma factura falsa ou simplesmente um vídeo com um título intrigante, poucos suspeitam que poderá esconder-se um grande perigo por detrás deste entalhe. Relatórios recentes alegam que actualmente o vírus foi entregue como ficheiro de factura, com o título de assunto “Receipt [random numbers]” ou algo semelhante. Os utilizadores que fazem regularmente compras online podem facilmente ceder à curiosidade e clicar no anexo infectado. Depois, é apenas uma questão de tempo até o vírus estabelecer-se para efectuar o seu prejuízo. Adicionalmente, algumas versões do malware ODIN poderão também ser distribuídos com kits de exploração. De forma a evitar estes ficheiros pérfidos é crucial melhorar a sua segurança com uma aplicação anti-spyware próprio.
Passos para a eliminação do ransomware ODIN
Uma vez que está a lidar com um malware encriptador de ficheiros complexo, não recomendamos que lide com este manualmente. Relativamente a isto, será melhor confiar a remoção do ODIN a uma aplicação de segurança. Existem vários que se livram do vírus: FortectIntego, SpyHunterCombo Cleaner ou MalwarebytesMalwarebytes. Após completar a exterminação, pode pensar na recuperação da informação. Assim sendo, apresentamos sugestões abaixo deste artigo. No entanto, note que necessita de remover o vírus ODIN primeiro e apenas depois tentar descodificar os ficheiros. Caso contrário, a recuperação dos dados poderá acabar em falhanço.
Este guia ajudou?
Seja o primeiro a comentar